28.11.06

Instalando o Java no Linux


Com a variedade de aplicativos escritos em Java (limewire, mercury, azureus, transações bancárias...etc) é extremamente necessário te-lo instalado no PC.
Nosso primeiro passo portanto é baixar o software Java

Vamos usar a versão self-extracting file visto que este é facilmente instalável em qualquer distro. Após feito o download do arquivo, temos que dar permissão de execução a ele.
Para isso temos 2 meios, primeiro clique com o lado direito do mouse sobre o arquivo e escolha a opção propriedades, depois permissões e marque a opção “é executável” (isso no KDE) tudo isso como usuário comum mesmo, e o outro abra um console e acesse o diretório onde está o arquivo. Ex: baixei o arquivo no meu diretório de usuário na pasta Linux

miranda@linux:~> cd Linux

Agora vamos transformá-lo em executável com o comando chmod

miranda@linux:~/Linux> chmod u+x jre-6u6-linux-i586.bin

A instalação tem que ser obrigatoriamente em modo texto, então continuaremos no console.

miranda@linux:~/Linux> ./jre-6u6-linux-i586.bin

Vai aparecer o contrato que vai rolando a medida que você teclar ENTER, quando finalizar vai te perguntar se você aceita os temos da licença

Do you agree to the above license terms? [yes or no]

Basta digitar yes que o arquivo será instalado no diretório corrente, na realidade será descompactado uma pasta com o nome jre1.6.0_06

Por opção minha visto que minha maquina roda mais de um usuário, copio a pasta para o diretório /opt (isso como root), mas não é necessário caso tenha só um usuário na maquina. Caso queira fica mais organizado.
Vamos supor que você fez como eu e moveu a pasta como eu fiz para o /opt, agora vamos colocar o Java no PATH do usuário para que ao clicar no icone de alguma aplicação java ela execute.

Para isso vamos editar o /etc/profile (como root) escolhendo o seu editor preferido.
No fim do arquivo digite: (lembre que colocamos o pasta jre1.6.0_06 no /opt)

export PATH=$PATH:/opt/jre1.6.0_06/bin

Salve, feche o editor e reinicie o X (modo gráfico) teclando simultaneamente
ctrl+alt+backspace, depois tire a prova digitando em um console:

java -version

Vai aparecer assim logo abaixo:

java version "1.6.0_06"
Java(TM) SE Runtime Environment (build 1.6.0_06-b05)
Java HotSpot(TM) Client VM (build 1.6.0_06-b05, mixed mode, sharing)

Agora qualquer aplicação java será executada bastando clicar no icone da mesma.




© Marcio Miranda
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

21.11.06

Colocando Steve Ballmer em perspectiva

“Conheci hoje um site dedicado a boicotar a Novell cujo conteúdo não é algo que eu chamaria de equilibrado ou completo, mas inclui uma pérola: uma coleção de manifestações anti-Linux de Steve Ballmer.
Nada de novo ou chocante, mas pode servir para ajustar o senso de perspectiva de quem se surpreendeu com as
declarações desta semana do CEO da Microsoft sobre o Linux, ou viu nisso algum sinal de que o céu estava, de fato, caindo - e que todo mundo que não correu para buscar guarda-chuvas na semana passada está iludido.
Particularmente, eu acho muito mais interessante assistir ao mais popular número de dança já desempenhado por Steve, que inclusive recebeu ontem, das mãos da PC World norte-americana, o primeiro lugar na lista dos Momentos mais Embaraçosos da Web.

Tendo lido recentes manifestações de líderes da comunidade, vejo-me impossibilitado de recomendar a qualquer um que assista a este videoclip da Dança do Ballmerzinho
em formato Quicktime. Mas quando chegarem a minha placa-mãe livre, a minha LinuxBios e o meu CD do GNewSense, vou tentar digitar no Emacs uma animação da dança em ASCII Art, ok?”

Link para referência

15.11.06

Google Analytics

De certo que a função desse Blog é instruir sobre Linux, mas vale a pena falar sobre essa ferramenta muito util para todos bloguistas e sites em geral: O Google Analytics.





Esse é um screenshot da posição atual do meu blog. Não vou entrar em detalhes mas quero afirmar que a ferramenta é muito util para quem quer ter noção do trafego de visitas de seu site, com detalhes interessantes como versão de OS e de navegador utilizado pelo visitante.
Pra quem se interessar segue o link:

http://www.google.com/analytics/pt-BR/

12.11.06

Linux em casa x Linux nas empresas

Até mesmo quem nunca mexeu no Linux sabe que esse sistema operacional ganha novos usuários a cada dia. Quem acompanha as notícias com mais freqüência sabe que a maioria desses novos usuários são empresas. O número de companhias que estão adotando o Linux é cada vez maior. Mas, se por esse lado o Linux alcança esse sucesso, por outro, o lado dos usuários domésticos, o mesmo não acontece. Não, isso não significa que o número de usuários "caseiros" não cresce. Isso acontece sim, mas numa proporção menor se comparado ao crescimento do Linux nas empresas. Por que será que existe essa diferença?

A adoção do Linux pelas empresas se deve, basicamente, aos seguintes motivos: custo/benefício e capacidade de operação. As companhias sempre buscam formas de cortar custos. Com o Linux, conseguem fazer isso evitando gastos enormes com a aquisição de licenças de software. É óbvio que tais empresas não adotam um sistema simplesmente por ser de baixo custo. É necessário que esse sistema satisfaça as necessidades da empresa. O Linux não só permite que isso aconteça como também proporciona ótima performance nas operações em que é destinado. As empresas podem usar o Linux para diversas funções, principalmente para aquelas relacionadas à redes. As mais utilizadas são:

* Servidor de páginas na internet (servidor Web);
* Servidor FTP;
* Servidor de e-mail;
* Servidor Samba (Servidor Windows);
* Servidor DNS (Domain Name Server);
* Gateway (roteador) entre uma LAN (rede local, como num prédio, por exemplo) e a internet;
* Servidor de banco de dados.

Esses são os exemplos mais comuns. O Linux oferece uma gama tão ampla de recursos que pode ser usado para os mais diversos fins. Sabe-se, por exemplo, que estúdios de cinema em Hollywood estão usando Linux em clusters, principalmente para a geração de efeitos especiais. De uma forma em geral, as empresas que adotam o Linux contam com o fato de poderem alterar o sistema para que ele se adeque às necessidades da companhia.

Do lado do usuário doméstico, no entanto, isso já não é tão promissor assim. Mesmo com as distribuições Linux oferecendo cada vez mais facilidade de uso a cada versão, o Linux vem sendo adotado quase que exclusivamente por usuários que trabalham com computação/informática. É raro ver alguém que não seja da área usando esse sistema. Isso acontece não só por causa da popularidade dos sistemas operacionais pagos, mas também porque o Linux ainda não é um sistema fácil de se trabalhar, se comparado com o Windows ou Mac OS, por exemplo. Talvez, facilidade não seja o termo adequado a se empregar aqui, a não ser que associemos tal termo à costume.

No geral, as pessoas, mesmo as que trabalham com informática estão acostumadas a usar outro sistema operacional e migrar para o Linux pode causar muita estranheza. Provas de que essa questão de facilidade é relativa podem ser vistas nos projetos de inclusão digital, como os Telecentros em São Paulo. Neles, a população carente tem acesso à internet e pode usar os computadores para tarefas do dia-a-dia. O sistema operacional que roda nesses computadores é o Linux. A maioria dessas pessoas nunca teve contato com um computador. Com os Telecentros estão tendo a primeira oportunidade.


Curioso é notar que muitas pessoas acostumadas com o Windows têm mais dificuldade em realizar determinadas tarefas do que os usuários dos Telecentros. Isso porque estão apenas acostumadas com outro sistema operacional. Se olharmos para alguns anos atrás, veremos que o Linux está cada vez mais fácil de instalar e usar.
Programas de escritório, de internet, de tratamento de imagens e até mesmo jogos, são oferecidos aos montes nas distribuições. Praticamente todo tipo de software é desenvolvido e disponibilizado para o Linux, sem que seja necessário pagar nada. Decerto, alguns tipos ainda precisam evoluir, como os jogos, que estão mais presentes em outros sistemas. Mas isso é simplesmente uma questão de tempo.

Outro fator a contar é o desempenho. O Linux não trava (às vezes isso acontece, mas não se trata do Linux, e sim de algum componente seu, como o ambiente gráfico), pois oferece um gerenciamento de memória muito eficiente, segurança e robustez. Mesmo com todas essas vantagens, o crescimento do uso do Linux ainda é pequeno entre os usuários domésticos e, como já foi dito, uma das razões para isso é o costume com outro sistema operacional.

Para exemplificar: se em um determinado sistema operacional o usuário consegue instalar drivers para equipamentos de hardware, pode sentir grandes dificuldades para fazer o mesmo no Linux. Em certos casos, uma tarefa é mais simples de ser feita em um outro sistema operacional. Isso porque esse usuário ainda não está acostumado com o "sistema do pingüim".


As empresas não precisam, dependendo da aplicação, de facilidades de uso para utilizar o Linux, visto que contratam mão-de-obra especializada. Elas dão prioridade aos quesitos custo e desempenho. Um fato que deve ser notado é que essas empresas nem sempre utilizam o Linux como uma estação de trabalho ou em PCs. Por que? Mais uma vez entra em cena a questão do costume e facilidade. Os funcionários (por exemplo, uma recepcionista) estranharão muito se tiverem que usar o Linux. Mesmo quando as empresas oferecem treinamento, leva tempo para uma adaptação. Apesar disso, muitas companhias já perceberam que é menos custoso investir em treinamento para uso do Linux do que na aquisição de sistemas e programas pagos.

O crescimento do uso do Linux entre usuários domésticos é pequeno se comparado às empresas, mas mesmo assim, é muito significante. Talvez, seja até melhor simplesmente dizer "o uso do Linux por empresas é maior que por usuários domésticos". O usuário doméstico, na maioria dos casos, ainda o vê como uma alternativa, não como uma solução definitiva.

Mas com o tempo de uso, ele cada vez menos dependerá de outro sistema e poderá chegar num ponto em que o Linux será o único sistema operacional em seu computador. Seja em sua casa ou em sua empresa, não importa. O Linux oferece vantagens para ambos os lados, afinal, Linux não é simplesmente um sistema operacional, é um conceito na computação que se adapta a qualquer nível de uso e que satisfaz praticamente qualquer necessidade computacional.


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A Mágica dos Números

Publicado na coluna Segurança, Bits & Cia do Jornal do Commercio em 28/02/02
Prof. Pedro Antonio Dourado de Rezende
Departamento de Ciência da Computação
Universidade de Brasilia
26 de Fevereiro de 2002

Números explicam qualquer coisa. Exemplo: alguém com a cabeça no freezer e os pés em água fervente estaria sem febre, com temperatura média de 36 graus. Há três semanas a INFO Online (portal UOL, 6/2/02) deu eco a um curioso e semelhante diagnóstico sobre a saúde de sistemas operacionais, ao sintetizar o último relatório do portal SecurityFocus sobre o tema.

Soma as vulnerabilidades "apresentadas" ano passado por dois modelos do Windows (2000 e NT), 42, e as compara com as de quatro distribuições Linux: 96. Pela primeira vez estes números anuais são menores para os sistemas de Redmond. Titula-se então a matéria com a provocante pergunta: "Linux é mais vulnerável que Windows?" E como comparações entre ambos "sempre resultam em polêmica", convida-se o leitor "linuxista" ao debate, redimindo-se do resvalo no sofisma em direção a uma bombástica e subliminar mensagem.

Será mais proveitoso respondê-la antes aqui, e mais charmoso nos chamarem de pingüinistas. A polêmica resulta de confusões sobre o que se compara. Mais do que dois sistemas operacionais equivalentes, se comparam dois modelos antagônicos de produção e negócio do software. Minha definição favorita de software diz tratar-se do mistério da virtualíssima trindade. Para seu produtor (pai) é propriedade intelectual. Para seu usuário (filho) é inteligência intermediadora. E no ciberespaço é a lei. Um modelo toma partido do pai (proprietário) e outro do filho (livre), para exercerem seu poder no mundo dos símbolos. A quem o papel do software na revolução digital não esteja nítido, tal confronto ideológico se parece com birra emotiva ou escolha de cerveja. Não é.

"Vulnerabilidade do software" é simplismo abusivo. Software não vulnera. Vulnera quem tem com ele algo a perder, quer no seu negócio, no seu uso ou nas conseqüências de ambos. Software é logica. A que protege o produtor pode vulnerar o usuário, ou vice-versa, e a que protege sua interoperabilidade pode vulnerar ambos, por vias distintas. Ricas respostas devem distinguir esses modelos e as formas como engendram e "apresentam" suas vulnerabilidades. E como neles tais falhas são reconhecidas, debatidas, explicadas e corrigidas. Já as pobres ignoram distinções no ciclo de vida do software, nascidas de estratégias opostas em relação ao seu código-fonte, comparável a seu código genético e a seu canal de consciência, pelo qual é criado e pelo qual sua lógica se expõe à inteligência humana.

Entre o número 42, o 96 e aquele título, cabe mensagem oculta: todas as falhas são iguais. Gatos pardos? Depois do Code Red provocar danos entre 8 e 15 US bilhões explorando falha no seu servidor web, o IIS, Scott Culp da Microsoft lançou um manifesto: Basta de "anarquismo digital!" Luz sobre esses gatos só beneficia hackers e vândalos. Só o produtor e um grupo seleto de empresas de segurança deveriam ser avisados.

Mais um monopólio?. Entretanto, softwares livres como Linux, Apache e SendMail evoluem através de exaustivos e abertos debates entre colaboradores. A própria internet surgiu assim. Culp quer criminalizar o modelo que compete com o seu, mas é no seu que, via de regra, se ignoram, se negam, e depois se obscurescem falhas reportadas. Como aquela por trás do vírus ILoveYou, detectada com o Melissa e ignorada na ocasião, talvez por ter sido decisão de projeto em deliberada violação de RFCs do IETF. Resultado: leis Orwellianas (DMCA, UCITA), censura antidifamatória em licenças de uso (Frontpage 2002), ameaças e prisões de pesquisadores acadêmicos em segurança computacional (Felten, Sklyarov), e agora o OIS (veja artigo " Companhias formam grupo para criar padrões de segurança", do Jornal do Commercio de 26/02).

E os efeitos colaterais? Afinal, no mundo do Linux, quem já pegou vírus? No do Windows as cepas já passam de 7 mil. Ou quem se expôs a falhas que ficaram mais de uma semana em debate sem patch de correção disponível? No do Windows há as que ficam mais de ano e as que batem bola com séries de patches. Onde está mesmo o perigo do debate livre? Talvez na camuflagem do mais sujo segredo do modelo proprietário: a segurança do seu negócio se choca com a do usuário. Como exemplo, falhas no protocolo Passport lhe apresentam riscos mais nefastos que qualquer outro desses gatos pardos.

Link para refêrencia

11.11.06

A Microsoft precisa de um “Papa de Código”

A Microsoft precisa retroceder e bifurcar novamente o desenvolvimento de seu OS a partir do Windows 2000 Profissional ou mesmo do Windows NT 4.0. Depois, precisa encontrar um “papa” que possa entender o código principal. Eu explico:

Primeiro, os programadores têm que supor que o Windows 2000 Profissional é a melhor versão do sistema que já existiu. Há muitos motivos para essa suposição, um dos mais importantes é que você pode fazer várias instalações sem ter que ligar para a Microsoft e explicar o motivo. Também não é a versão mais visualmente atraente do Windows e tem um certo apelo aos preguiçosos comedores de pizza que tendem a ser os fanáticos por programação. (Agora estou abaixado para evitar ser atingido por um pedaço de pizza voando)

OK, deixando a brincadeira de lado, há um fenômeno no mercado conhecido como bifurcação (forking). E não se trata apenas de pizza. Trata-se de um código que vai em duas direções diferentes, às vezes, até três. Isso parece ser bastante comum no mundo open-source, onde não há um ditador impedindo que algo vá em direções diversas.

Bifurcação para cima.
Uma bifurcação de versão geralmente acontece quando um grupo acha que outro grupo não passa de um bando de idiotas e afirma que a direção A é melhor que B. Então um grupo irá simplesmente partir para a direção A e dirá aos outros programadores que dêem o fora. Os outros programadores continuarão na direção B e podem ou não se sair melhor que os "rebeldes." Os rebeldes frequentemente se saem melhor que pior, mas nem sempre. No geral, o processo é positivo, pois cria ação e planejamento competitivo. Acho que é por isso que a programação open-source tem tanto poder no fim de seu ciclo de desenvolvimento mas quase nenhum no começo. Isso é o oposto ao que vemos com software com desenvolvimento dirigido e código fechado. E também é o motivo pelo qual a Microsoft será finalmente destruída a não ser que descubra um novo mecanismo de desenvolvimento de código fechado—um que não resulte em bagunça como o Vista.

Se a Microsoft não mudar e nos anos seguintes produzir outro fiasco como o Vista, a empresa estará acabada. Há uma oportunidade embaixo de seus narizes agora. É a opção de ter alguém que diga para a equipe para voltar no tempo e bifurcar o Windows 2000 em uma versão semelhante ao que era antes que o Win XP aparecesse. Em outras palavras, apagar tudo que entrou no Win XP.

Apagar código e retroceder é muito difícil de aceitar, mas é a única maneira. Na verdade, no momento que o Vista começou mostrar problemas, a Microsoft deveria ter parado o desenvolvimento e retrocedido, de volta para o esquema Windows 2000–XP.

A racionalidade do Papa.
É claro, nada disso é possível se o código não estiver bem documentado e você percebe que o Windows tem documentação pela metade. Há anos tenho certeza de que um dos motivos pelo qual a Microsoft não quer revelar seu código à União Européia judicialmente (ou para qualquer outra pessoa) é porque o código tem tão pouca documentação e feita de modo tão preguiçoso que estaria sujeita ao ridículo extremo. Com certeza, a documentação provavelmente é assim.

Parte do problema é o que escuto há anos. A Microsoft não mantém na equipe ninguém que entenda como o Windows funciona. Então se tornou um código-espaguete. É uma bagunça—e funciona na base da gambiarra e do milagre.

Apenas os executivos da Microsoft podem ser culpados por isso, pois eles não têm um "Papa do Windows" que se esperaria que compreendesse o Sistema Operacional completamente e pudesse passar seus segredos para um sucessor que se tornaria o próximo Papa do Windows. Em vez disso, você tem um monte de caras que querem fazer isso ou aquilo e andam pela empresa como gerentes médios ou “homens de idéias”. Com o tempo, é o que me dizem, ninguém na empresa entende a natureza geral e a estrutura do Windows em si mesma. Assim, você tem uma confusão de programadores ambiciosos que querem ser chefes.

A chave para fazer com que minha ideia funcionasse seria glorificar e pagar milhões de dólares a um Papa de Código. Ele saberia tudo sobre o Windows e teria emprego vitalício.

Pode funcionar mesmo se houver uma equipe de Papas de três ou quatro que têm a palavra final nas decisões. Esse tipo de estrutura realmente funcionaria bem em situações complexas. O Linux tem um pequeno grupo de cardeais com um papa - Linus Torvalds - então o modelo realmente funciona.

É melhor que a Microsoft faça isso logo.

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10.11.06

Aviso sobre o IE7: Usem o Firefox!!!

Nos ultimos anos, todo webdeveloper da moda, usava o IE6 como browser padrão apesar dele não cumprir com os padrôes da web. O Mozilla apareceu, o Firefox apareceu, o Opera já andava por cá e nunca as empresas por trás dos browsers pediram que os sites fossem alterados para funcionarem com o seu browser, embora pedissem que os sites fossem modificados para funcionar com os padrões da web. Durante estes anos, os webdevelopers e os sites adormeceram à sombra da imutabilidade do IE e de costas para os padrões. Aparece o IE7 que corrige alguns dos erros da versão anterior mas mantem outros, continuando a não funcionar corretamente com os web standards e deixando muitas funcionalidades das webpages compatíveis com o IE6 não funcionais.

Resultado: Os webdevelopers irão ter muito trabalho em corrigir as páginas e, se aprenderem a lição, irão deixar as webpages cumprirem os padrões ou então deixarão as webpages compatíveis com um mau browser de nome IE7 e repetirão todo o trabalho quando aparecer um IE8, caso venha a existir...


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9.11.06

Linux já supera o desktop da Apple

É questão de tempo o linux superar definitivamente o desktop da Apple.

Já é sabido que no desktop a Apple sempre deu show, e sempre esteve na frente com soluções e novidades surpreendentes. Mais hoje isso não é mais uma verdade, o desktop da Linux já está em fase final de amadurecimento e evolui de forma surpreendente e com uma rapidez incrível. É questão de tempo o linux superar definitivamente o desktop da Apple.

Gnome rodando:
http://www.youtube.com/watch?v=1n-6oEcAZ80

KDE rodando:
http://www.youtube.com/watch?v=Cz_2vKq5cZk&search=xgl

Somando a isso o Xgl, layer 3D do servidor X11 desenvolvido pela equipe do X.org temos um panorama onde as interfaces dos ambientes Linux serão tão ricas em recursos quando a do MacOS X, ou até mais! A medida que as distros incluírem o X.org 7 ou 7.1 em seus sistemas e que os drivers de vídeo sejam aperfeiçoados pelos seus fabricantes (principalmente ATI e nVidia) mais recursos visuais e funcionais poderão ser incluídos nas interfaces para Linux.

Os ícones SVG Oxygen do KDE 4 e outras peças da interface do ambiente são candidatos perfeitos para o uso com Xgl. Efeitos e performance prometidos para a interface AeroGlass do Vista já são realidade no Linux. Coisas que os usuários de sistemas da MS ainda esperarão alguns meses para observar em funcionamento já podem ser vistas por qualquer usuário Linux.

Com Xgl as interfaces Linux serão tão ricas em recursos e qualidade gráfica quanto as de outros sistemas. Qualquer usuário de outras plataformas ficará pasmo ao ver um KDE 4 com Xgl rodar, principalmente quando souber sobre qual hardware aquela interface roda. MacOS X e Windows Vista terão interfaces bonitas e cheias de recursos, a grande diferença é que o Linux precisará de hardware mais fraco (ou mais barato) para rodar.

Vamos tomar como exemplo o KDE e sua versão 4 que é tão ansiosamente aguardada pelos usuários desse ambiente gráfico. Se você der uma olhada na lista de recursos planejados para o KDE 4 perceberá que ele significa uma melhoria muito grande em relação às versões anteriores do ambiente. Se você começar a descobrir quais tipos de coisas eles planejam para a interface do KDE 4, como o Plasma (site oficial) ou o Projeto Appeal pode imaginar que o KDE 4 vá significar uma melhoria sensível na usabilidade do desktop, em sua beleza e na forma como interagimos com ele. Mas, enfim, quando o KDE 4 estará disponível? A resposta pode surpreender você.

Outro ponto interessante é que os usuários Linux não estão presos a uma única interface: Ícones bonitos, design de primeira, já não é mais problema no Linux. Temos o diferencial de não estarmos presos a uma única interface e sim temos milhares de possibilidades, inclusive ficar igual a um Mac os desde de os ícones a até o tema das janelas

Em pouco tempo teremos todos os softwares da Adobe nativos para Linux: Quando isso acontecer não terá mais motivo para usar Mac ou Windows.
Hoje a Adobe, flerta fortemente o Linux. Já disponibilizou o Adobe® FrameMaker® 5.5.6 para Linux. Veja em: http://www.adobe.com/products/framemaker/fmlinux.html

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8.11.06

Firefox 2 tem dois milhões de downloads em um dia

Em apenas 24 horas, Fundação Mozilla registra média superior a 30 downloads por segundo.

A Fundação Mozilla anunciou que os downloads da versão 2.0 de seu navegador Firefox chegaram à marca de dois milhões em apenas 24 horas, o equivalente a uma média superior a 30 downloads por segundo.

Para Mike Beltzner, chefe de experiência do usuário da Mozilla, o que torna o navegador tão popular é a filosofia de que "menos é mais". Beltzner chegou a comparar o programa com um Honda Civic, um carro popular entre entusiastas de automóveis por sua facilidade de modificá-lo.

"Por padrão, o Firefox é um navegador simples, inteligente, eficiente, confiável e efetivo", declarou, concluindo com o fato de que para programadores e curiosos, "o céu é o limite", se referindo ao código open-source do programa, além dos recursos de extensão e temas, que recebem milhares de colaborações de seus usuários.

Segundo o BetaNews, o número de downloads nas primeiras 24 horas após o lançamento do Firefox ultrapassou as marcas anteriores de 1 milhão, nas primeiras 24 horas da primeira versão, e 1,5 milhões, na versão 1.5.

O número promete ser maior que a marca conquistada pelo rival Internet Explorer 7, da Microsoft, que nos primeiros quatro dias recebeu quatro milhões de downloads, conforme noticiou o site SDA India. Porém, a Microsoft tentará manter a supremacia incluindo a nova versão como um download automático pelo seu sistema de atualização de segurança, Windows Update, o que deve aumentar vertiginosamente a base de downloads.

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Novo celular com Linux encoraja o desenvolvimento de novas aplicações

Programado para chegar ao mercado em janeiro, smartphone Neo1973 traz plataforma em Linux OpenMoko que encoraja novos aplicativos.

A companhia taiwanesa de eletrônicos First International Computer espera replicar a natureza aberta do PC em telefones celulares com o lançamento de um smartphone rodando uma plataforma aberta baseada em Linux desenvolvida pela companhia.

O smartphone Neo1973, da FIC, apresentado na última terça-feira (07/11) e deverá começar a ser vendido em janeiro, roda o softwares OpenMoko, uma nova plataforma aberta voltada para o desenvolvimento de aplicações móveis.
O desenvolvedor do OpenMoko e diretor de produto da FIC, Sean Moss-Multz, planeja facilitar o compartilhamento de aplicações para que usuários criem a partir da comunidade e de recursos comerciais.

O OpenMoko é baseado no projeto OpenEmbedded, ambiente de desenvolvimento que permite que aplicações trabalhem entre diversos sistemas em Linux para que o usuário tenha acesso a diversas aplicações em código-aberto já existentes.
O telefone operará e redes GSM em grande parte do mundo e também incluirá tecnologia GPS para serviços de localização e navegação, além de ter ferramentas para e-mail, calendário e sincronização da empresa Funambol.

A mudança para o uso de Linux em telefones móveis está ganhando força, mas ainda é bastante fragmentada. Diversos grupos, incluindo a Iniciativa para Linux Móvel, o Fórum para Padrões de Linux em Celulares e outros anunciaram recentemente planos para construir um kernel e APIs comuns para o Linux móvel, em esforço para unificiar a comunidade Linux.

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Binários no Linux - Instalação de Programas

Enquanto buscava na net algo sobre dependência de pacotes achei esse texto que, não expressa por completo a minha opinião, mas traz algo proveitoso em termos de consientização. Não sejamos arrogantes ao ponto de não percebemos que temos que melhorar. O Linux é o "unico" SO que roda na minha maquina há quase 5 anos e não tenho nenhuma pretensão de usar um outro e de modo algum esse texto mudou minha opinião quanto a isso.

Nota: O texto segue exatamente como foi traduzido pelo autor, não expresso minha opinião em nenhum momento.

Segue o texto:

Você já ficou maravilhado com outros sistemas operacionais tais como Windows, MacOS ou mesmo BeOS, nos quais a tarefa de instalar softwares é bem mais simples do que em Linux? Nestes sistemas operacionais você pode simplesmente baixar um arquivo .ZIP/.RAR/.EXE/etc, descompactar em uma pasta e rodar diretamente do conteúdo, ou então um instalador gráfico irá te auxiliar por todo o processo de instalação.

Estas facilidades não são encontradas em Linux, no qual há dois modos básicos para instalação de softwares: compilando ou instalando pacotes. Métodos os quais são usualmente complicados e inconsistentes entre si, sem mencionar a dificuldade para os novos usuários. Mesmo nos casos em que o gerenciamento de pacotes é simplificado, como no caso das distribuições mais populares do Linux, os desenvolvedores não conseguem ainda prover pacotes para todas as distribuições, ou mesmo para todas as versões de compiladores.

Neste espaço vou procurar traduzir fielmente o texto onde o autor expõe o porquê da dificuldade dos desenvolvedores proverem aplicativos de maneira mais simples.

Resumidamente, por que não conseguimos instalar e distribuir programas da mesma maneira simples como é feita em outros sistemas operacionais para desktops? A resposta reside no "layout" e funcionalidades do sistema de arquivos do Linux, mantidos assim pelas distribuições Linux por motivo de compatibilidade. Este "layout" é e sempre foi dirigido a ambientes multi-usuários, onde resguardar e distribuir recursos ao longo do sistema (ou mesmo através de uma LAN) era o fator chave para redução do enorme custo armazenamento e utilização de memória. Mas com a tecnologia atual e com a chegada do computador pessoal, muito desta filosofia de gerenciamento de recursos não parece mais fazer sentido.

A seguir o autor relaciona quatro fatores que, em seu ponto de vista, tornam a distribuição de binários e suas respectivas bibliotecas complicadas no Linux.

1. Distribuição por local físico.
2. "Instalações Globais" ou "Inferno das Dependências versus Inferno das Dlls".
3. Diretório corrente não consta no PATH.
4. Ausência de arquivo metadata.

1 - Distribuição por local físico.

Muitas vezes notamos diretórios que contêm os seguintes subdiretórios:

lib/ - contendo bibliotecas compartilhadas.
bin/ - contendo binários/scripts executáveis.
sbin/ - contendo binários somente acessíveis ao "super usuário".

Se você procurar ao longo do sistema de arquivos, você encontrá muitos locais onde estes nomes de diretórios se repetem, por exemplo:

/
/usr
/usr/local
/usr/X11R6

Então você pode se perguntar o porquê de os arquivos serem distribuídos desta maneira. Isto está ligado à razões históricas, como "/" sendo um disco de inicialização ou rom, "/usr" sendo um ponto de montagem global, originalmente carregado a partir de fita magnética, disco compartilhado ou mesmo pela rede, "/usr/local" para instalação local de softwares, quanto ao "/usr/X11R6" o autor não tem idéia, quem sabe pelo seu tamanho muito grande.

Pode ser notado que até recentemente, sistemas baseados em Unix foram desenvolvidos visando tarefas específicas, e nunca para abrigarem uma grande variedade de programas como é no caso dos computadores pessoais. É por isto que não notamos diretórios organizados por finalidade, diferentemente de outros sistemas Unix-Like (principalmente BeOS e OSX), ao invés disto temos estes diretórios organizados por local físico.

Muitos anos atrás, empresas como SGI e SUN decidiram atacar este problema criando o diretório "/opt". Este diretório pensado para conter os programas e seus dados compartilhados (tais como bibliotecas e binários) os quais eram exportados para o "root filesystem" (em /usr) através da criação de links simbólicos. Isto tornava simples a tarefa de desinstalar programas, bastando deletar o diretório do aplicativo e então rodar um script para remoção dos links inválidos. Esta abordagem nunca foi popular entre as distribuições Linux, e mesmo assim esta abordagem não resolve o problema dos pacotes de bibliotecas.

2 - "Instalações Globais" ou "Inferno das Dependências versus Inferno da Dlls".

Devido aos fatos apresentados anteriormente, todos os métodos usuais de instalação de softwares (tanto pacotes binários, assim como fontes) forçam o usuário a instalar globalmente no sistema, disponibilizando para todas as contas. Com esta abordagem, todos os binários vão para locais comuns (/usr/bin, /usr/lib, etc). Apesar de ter suas vantagens, como o uso maximizado das bibliotecas compartilhadas, o método apresenta limitações. Isto faz com que todos os programas se utilizem de um mesmo conjunto de bibliotecas com versões compatíveis entre todos eles, o que não permite a instalação de mais de uma versão de um mesmo programa.

Por causa disto também, se torna impossível aos desenvolvedores embutir apenas as bibliotecas necessárias para uma revisão de um binário específico (muito arriscado), então o usuário é forçado a instalar as bibliotecas necessários por si mesmo. Isto nos leva a lidar com o "inferno das dependências", que acontece quando o usuário baixa um programa (fonte, pacote, ou binário compartilhado) e este informa que mais bibliotecas (antigas ou novas) são necessárias para rodar o programa.

Apesar da implementação de bibliotecas compartilhadas no Linux ser mais complexa do que aquelas presentes no Windows, é o sistema de arquivos que não permite a distribuição de binários com as respectivas bibliotecas embutidas, as quais o usuário provavelmente não tem.

Um truque sujo é embutir as bibliotecas dentro do executável, isto é chamado "static linking", mas esta abordagem têm muitos obstáculos, tal como o aumento do uso de memória por instância de programa, "error tracing" mais complexo, e mesmo limitações de licenciamento em muitos casos, sendo assim, este método não é encorajado normalmente.

Para concluir com este ítem, temos que dizer que é difícil para os desenvolvedores distribuírem binários com versões específicas de bibliotecas embutidas. Lembrando que nem todas as bibliotecas precisam ser embutidas, mas somente aquelas que se espera que o usuário não tenha no sistema. Bibliotecas mais utilizadas como "libc", "libz" ou mesmo GTK ou QT podem permanecer disponíveis globalmente no sistema.

Muitos poderiam apontar que esta abordagem lida com o que conhecemos como "Inferno das Dlls", muito conhecido em sistemas Windows. Mas isto atualmente ocorre porque programas que portam bibliotecas fundamentais disponibilizadas globalmente no Windows, sobrescrevem versões atuais com versões mais antigas. Isto em parte acontece porque o Windows não suporta múltiplas versões de uma biblioteca como no Unix, mas também porque, no momento do boot o kernel pode apenas carregar bibliotecas no formato de arquivo 8.3 (você pode ter bibliotecas em formatos de arquivo diferentes deste). Como maneira de se resguardar, desde o Windows 2000 é mantido um diretório com cópias das versões mais recentes das bibliotecas disponíveis no caso de algum programas sobrescrevê-las. Em resumo, "Inferno das Dlls" pode ser definido como a falta de alguma versão específica de biblioteca do sistema.

3 - Diretório corrente não consta no PATH.

Isto é um tanto simples, mas tem que ser também colocado. Por padrão, em sistemas "Unix-Like" o "current path" não é reconhecido como um "path" para biblitecas ou binários. Por causa disto, você pode descompactar um arquivo e rodar o binário nele contido. Muitos binários compartilhados que são disponibilizados usam o expediente de criar um "shellscript" contendo algo como o que segue:

#!/bin/sh

export LD_LIBRARY_PATH=$LD_LIBRARY_PATH:.
./mybinary

Isto pode ser Resolvido de maneira simples adicionando-se "." ao "path" da biblioteca e binário, mas nenhuma distro o faz, porque não é padrão nos sistemas "Unix-Like". Claro que, do ponto-de-vista da aplicação é perfeitamente normal acessar dados a partir de caminhos relativos, então você ainda tem subdiretórios com dados.

4 - Ausência de arquivo metadata.

Sempre nos maravilhamos com o fato de os binários para Windows possuírem seus próprios ícones e nos perguntamos o porquê de não ser da mesma maneira no Linux? Isto ocorre porque não há um modo padrão de definir metadata nos arquivos. Isto significa que não é possível embutir um pequeno pixmap dentro do arquivo. Devido a isto, é difícil explicitar qual binário, ou mesmo arquivo, o usuário deve rodar. Não é possível afirmar que isto seja uma limitação do ELF (Executable and Linking Format), desde que este permitirá adicionar suas próprias seções ao binário, mas há uma certa falta de padronização de como fazer isto.



original: http://www.osnews.com/story.php?news_id=2377
autor: Juan Linietsky

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Munique começa a trocar Windows por Linux em desktops

Dusseldorf - Um ano atrasada e três anos depois de anúncio, 100 computadores foram migrados. Até o final do ano, mais 200 vão ganhar Linux. A cidade de Munique, na Alemanha, começou seu plano de migração para o sistema operacional Linux em desktops, um ano atrasada e cerca de três anos depois de ter anunciado que utilizaria o software de código aberto.

“Houve atrasos, mas agora estamos nos movendo”, declarou Florian Schiessl, gerente do projeto Linux da cidade de Munique.

Desde terça-feira (19/09), os primeiros 100 computadores, dos 14 mil que a cidade tem, trocaram o Windows e o Office, da Microsoft, pelo Linux e o OpenOffice, respectivamente.

“Hoje, estamos trabalhando tanto em Windows como em Linux”, afirmou Schiessl. “Mas nos próximos dois anos, o mundo Linux vai ficar cada vez maior”.

Uma migração completa para o Linux é considerada “irrealista”, por Schiessl. Ela diz que alguns hardwares da administração pública vão continuar a usar Windows.

Até o final do ano, a cidade de Munique planeja migrar 200 computadores para plataforma de código aberto.

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7.11.06

Microsoft ataca Linux em propaganda na Alemanha

Aparentemente a Microsoft está sentindo-se ameaçada pelo sistema operacional livre mais popular do planeta. O GNU/Linux acaba de comprovar o quanto "incomoda" a gigante, quando pela primeira vez, a MS através de um anuncio faz um ataque direto...

Este fato aconteceu na revista alemã CT Magazine, quando a gigante monopolista, em uma de suas propagandas, colocou uma imagem subentendendo que o GNU/Linux é um sistema operacional muito mutável e, por isso, não confiável.

Verifique o texto da propaganda: "Um sistema operacional Open Source não é composto só por vantagens. Um sistema operacional Open Source sofre mutações. Já o Windows 2000 oferece todos os serviços provenientes de uma fonte simples. Isto economiza tempo e, consequentemente, muito dinheiro."

No texto publicado, de forma inesperada, a Microsoft enfim assume que o sistema operacional livre tem vantagens. A imagem demonstra que o GNU/Linux é ameaçador por não possuir uma única versão e por não ser controlado por uma autoridade central, portanto é altamente mutável, mas isto não quer dizer inseguro, muito pelo contrário.

Este anúncio enfim comprova que a Microsoft não está tão tranquila quanto parece. A "agressão" é uma forma de fraqueza. Já que a gigante dos softwares não consegue conter o avanço dos sistemas livres, usa o marketing, a publicidade, como sua melhor arma.

A comunidade brasileira não perdeu tempo, e na base da galhofa dá o troco.

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