12.11.08

Acessando o Servidor X remotamente em uma rede Linux


Como foi dito no artigo anterior, é extremamente facil configurar o X Window System para ser acessado remotamente. Embora fizemos o procedimento para ser acessado de um terminal Windows, de um terminal Linux ainda é mais facil fazer o acesso.

Vamos criar o seguinte ambiente: Temos um servidor Linux (openSUSE 11) e precisamos configurar a estação Linux para acessar o X Window System desse servidor.
Vamos montar uma estação bem antiga, com poucos recursos pois (como ja foi dito no artigo anterior) o processamento será feito no Servidor e não na estação.
Para montar a estação, peguei algumas sucatas aqui no meu laboratorio e o resultado foi um celerom 300 MHZ, 128 MB ram (1 pente 64 MB + 2 de 32 MB), rede Realtek PCI 8139, motherboard XCell 2000, HD 2.1 GB. E instalei o (saudoso) Conectiva 8.

 







Uma das vantagens de acessar o X em uma rede Linux é não ter que instalar nenhum programa adicional, usaremos apenas um terminal para fazer o acesso remoto. Em quase todas distribuições Linux já vem configurado por padrão acessar, através do modo texto, até 6 terminais.



Agora vou abrir o terminal 1 no Conectiva 8 e digitar o seguinte comando:  
X :1 -query 192.168.1.3

Onde:
:1
= terminal usado para fazer o acesso remoto.
192.168.1.3 = numero de IP do servidor.

Resultado: meu desktop no Conectiva 8.




 

O resultado de tudo isso é mostrar a viabilidade do Linux. Digamos que você tenha uma aplicação em algum servidor Linux e que todas as outras estações precisam executá-la, você pode configurar para que as estações acessem o X Window System desse servidor sem comprometer os recursos do terminal. Sem falar na economia de hardware, pois, os terminais podem ser montados com hardwares que praticamente não servem para nada. Basta ter recursos suficientes no servidor para suportar os terminais conectados a ele.

8.11.08

Acessando o Servidor X remotamente em uma rede Windows


Recentemente tive a necessidade de montar um servidor de arquivos Linux para um cliente e, por questão de economia, o servidor não deveria ter monitor. A principio quando fosse fazer alguma manutenção, teria que ligar um monitor ao servidor mas isso seria extremamente trabalhoso. Daí pensei: Porque não acessar o servidor de um terminal?

A rede era composta de 7 terminais com Windows XP e um servidor de arquivos Linux (openSUSE 11.0) no ambiente KDE.

As configurações embora muito simples, trazem um resultado bastante satisfatório. Algo semelhante no mundo Windows seria o Terminal Server ou algo parecido com o VNC, porém a versatilidade do
X Window System é insuperável.
A grande vantagem do X Window System é que ele pode ser Cliente/Servidor, ou seja: Ele pode ser executado tanto localmente como remotamente. Digamos que você tenha uma aplicação em algum Linux que todas as outras estações precisam executá-las também, você pode configurar para que estas estações acessem o Servidor X onde está esta aplicação. As estações podem funcionar apenas localmente, remotamente ou das duas formas. Quem vai determinar isso é o administrador.
Pegando como exemplo uma estação antiga, com poucos recursos, pode ser configurada para acessar o ambiente gráfico num Servidor X Window System sem comprometer seus recursos, pois o processamento é feito no Servidor e não na estação.

Vamos ficar apenas no ambiente citado, 7 terminais XP e um servidor Linux. Nessa primeira etapa, nosso trabalho se resume em alterar no servidor Linux (como root) apenas 2 arquivos: O Xaccess e o kdmrc.
Vamos editar primeiro o arquivo Xaccess que se encontra no diretório /etc/X11/xdm. Com um editor de textos de sua preferência, apague o comentário ( # ) das seguintes linhas:
#any host can get a login window
*CHOOSER BROADCAST #any indirect host can get a chooser


Salve o arquivo. Agora vamos editar o arquivo kdmrc que se encontra no diretório /opt/kde3/share/config/kdm. Enquanto buscava informações na web de como fazer esse procedimento, vi varios exemplos do arquivo kdmrc, porém no openSUSE 11.0 esse arquivo não tinha as mesmas opções de configurações, daí pude perceber uma copia de backup desse arquivo (kdmrc.bak) no mesmo diretório. Não entendi porque dessa copia, até então não tinha feito nenhuma alteração no kdmrc, isso deve ser alguma artimanha do yast...Sabendo disso, vamos renomear o arquivo kdmrc para kdmrc~ ou kdmrc.old depois renomear o arquivo de backup kdmrc.bak para kdmrc. Com um editor de textos de sua preferência, procure a sessão Xdmcp, apague o comentário ( # ) na linha Enable=false e mude para Enable=true.





Salve o arquivo, reinicie o X (Ctrl+Alt+Backspace). Pronto, no servidor Linux esta terminado as configurações.
Para acessar o servidor através do Windows, temos que instalar o software Xmanager (muito pratico na minha opinião). Depois de instalado, execute o programa Xbrowser.



Embora tenha feito todo esse procedimento na empresa do cliente, esse texto foi elaborado em meu laboratório. Então tive a curiosidade de colocar mais uma maquina Linux na rede, provando assim que é possível usar esse tutorial em qualquer distro desde que use o KDM como gerenciador de login padrão. A distro usada foi o CentOS 5.2 que basicamente só muda a localização dos arquivos de configuração, ambos em /usr/share/config/kdm.


openSUSE no terminal XP:

Agora o CentOS:

O resultado de tudo isso foi criar a possibilidade de manter o servidor em um local seguro e livre de monitor, mouse e teclado. Realmente em termos de acesso remoto (em uma lan) no Linux essa foi a melhor ferramenta que já usei, leve, pratica e eficiente. E o melhor: ferramenta nativa do sistema ;)


10.9.08

London Stock Exchange parada por falha no sistema... get the facts?

A Bolsa de Valores de Londres (LSE) sofreu a pior falha em seus sistemas em oito anos nessa segunda-feira, forçando a terceira maior bolsa de valores do mundo a suspender negociações por cerca de sete horas.
A causa exata do problema ainda é desconhecida e provavelmente jamais será esclarecida.


Interessante que a Microsoft no final de 2006, lançou uma enorme campanha afirmando que a London Stock Exchange havia optado pelo Windows em vez do Linux por questões de confiabilidade. Essa não é a primeira vez que o sistema Infolect – baseado em .NET, MS-SQL e Windows Server – apresenta falhas. Em setembro de 2007, a bolsa de Londres foi atingida por problemas de conectividade quando três gateways Infolect não suportaram a demanda.
Opinião bem oposta tem a NYSE (bolsa de valores de Nova York) que usa Linux e AIX há mais de um ano sem qualquer parada.

"Queremos respostas quanto à forma como isso aconteceu, e garantias de que não aconteça de novo" disse Angus Rigby, diretor executivo da corretora TD Waterhouse.

Fonte: Reuters

2.9.08

Sua Certificação em Linux: O Bicho Papão virou um gatinho!

Seguir uma carreira de tecnologia em Linux pode parecer muito difícil, mas isso passou a ser coisa literalmente do passado. As ferramentas de administração, interfaces de instalação, monitoração e gerenciamento mudaram muito ao longo dos anos, fazendo com que o Linux começasse a perder aquela aparência de monstro intocável, que somente os "ninjas" da área de TI poderiam operar.

Esse investimento em uma interface amigável foi fundamental para que o Linux saísse dos laboratórios fundo-de-quintal e passassem a fazer parte do dia-a-dia de milhares de empresas ao redor do planeta. E isso só tende a crescer mais e mais. Todo esse caminho se resume a uma palavra: Maturidade.

E Então? que tal incrementar seu currículo com uma boa certificação Linux e sair na frente? aqui vai algumas dicas:
A primeira coisa que você deve considerar é se vai querer fazer um caminho em sua carreira Linux voltado para certificações de uma determinada indústria ou partir para uma carreira em Linux "neutra". É chamada de neutra devido a certificação não estar atrelada a um determinado fabricante, como as certificações emitidas pelo LPI (Linux Professional Institute). Veja abaixo o resumo de alguns programas de certificação que permitem construir uma carreira consistente em Linux:


Fabricante : Red Hat

A Red Hat Linux oferece certificação em 6 categorias:

Red Hat Certified Technician (RHCT) - Recomendado para técnicos que configuram sistemas baseados em Red Hat Linux, preparando-os também para trabalharem em rede. Os técnicos são submetidos a meio dia de exame em laboratório.

Red Hat Certified Engineer (RHCE) - Esta certificação é para administradores de sistemas baseados em Red Hat Linux em nível avançado. Os candidatos a essa certificação são submetidos a um dia de exame em laboratório, cujo exame é constituído por um teste escrito, configuração de servidor e conectividade de redes e laboratório de diagnóstico e troubleshooting.

Red Hat Certified Architect (RHCA) - Essa certificação exige do candidato habilidades de planejar, gerenciar e desenhar uma infra-estrutura de código aberto em grandes e complexos ambientes.

Red Hat Certified Security Specialist (RHCSS) - Os candidatos devem passar em 3 exames que abrangem a utilização do Red Hat Interprise Linux, SELinux e Red Hat Directory Server.

Certificados de Expertise - Provê uma série de especializações para profissionais certificados RHCE.

Red Hat Certified Datacenter Specialist (RHCDS) - Esta certificação testa a habilidade profissionais em implementar soluções baseadas em Red Hat Linux em ambientes de alta criticidade, como os datacenters.


Fabricante: NOVELL

Novell Certified Linux Administrator (CLA) - testa a habilidade em administração de servidores baseados em SUSE Linux Enterprise Server.

Certified Linux Desktop Administrator (CLDA) - testa a habilidade em instalar , configurar e gerenciar desktops baseados em SUSE Linux Enterprise Desktop em uma rede corporativa.


LPI - Linux Institute Professional

LPIC-1 - Nível básico para formação de um administrador júnior
LPIC-2 - Capacita um administrador pleno, tendo como requisito a LPC-1
LPIC-3 - Capacita o profissional de nível administrador sênior, podendo ainda fazer mais de uma prova para se especializar em determinada área.

Mas devo escolher uma certificação neutra ou baseada num fabricante?

Aí depende se você já está trabalhando ou não. Caso esteja e sua empresa atue com uma distribuição de Linux baseada num fabricante específico, siga esse caminho em sua certificação, pois assim você tirará melhor proveito do canudo.

Caso contrário, seja abrangente, escolha uma certificação neutra. Veja em onde estudar sobre os centros de exames que disponibilizam provas para as certificações Linux apresentadas acima e os links das empresas e organizações para maiores informações como preços dos exames, centros de treinamentos autorizados, abrangência dos exames, fóruns e muito mais.


Fonte: Vinicius Nogueira

7.8.08

Instalando webcam Microdia no OpenSUSE 11

Resolvi depois de algum tempo instalar uma webcam no meu pinguim. Comprei uma Dr.Hank de 1.3 mega pixels (até boa de resolução) mas para minha tristeza ela não era compatível com o Linux.





Na realidade o nome do dispositivo é Microdia e essa dificuldade no Linux é pura e simplesmente porque o fabricante não disponibiliza o driver para Linux, somente para Windows.
Mas não vamos chorar por isso, está disponível um driver criado pela comunidade para esse dispositivo e vamos instala-lo agora.

Primeiro certifique-se do nome do seu dispositivo, para isso abra um console e digite
lsusb
miranda@linux:~> lsusb
Bus 002 Device 001: ID 1d6b:0001 Linux Foundation 1.1 root hub
Bus 001 Device 002: ID 0c45:627b Microdia PC Camera (SN9C201)
Bus 001 Device 001: ID 1d6b:0002 Linux Foundation 2.0 root hub

Vemos que o segundo dispositivo é uma Microdia PC Camera modelo SN9C201 exatamente o modelo da foto acima. Agora vamos baixar o driver:

http://repo.or.cz/w/microdia.git

Por questões obvias (por ser mais atuais) procure sempre as opções com as datas mais recentes e clique na opção snapshot .
Apos baixar o arquivo eu mudei o nome dele para microdia.tar.gz para poder facilitar o aprendizado. Agora abra um console novamente e acesse a pasta onde você baixou o arquivo e vamos descompacta-lo.
tar -xzf microdia.tar.gz
Vai criar uma pasta chamada microdia, ainda no console acesse essa pasta:
cd microdia
Agora como root (su + senha do root) digite make.


Esse procedimento é bem rápido, após isso vamos copiar o arquivo microdia.ko (que foi gerado após o make) para o diretório /lib/modules/"uname -r"/kernel/drivers/media/video onde uname -r é o comando para descobrir a versão do seu kernel, veja meu exemplo:

cp microdia.ko /lib/modules/2.6.26.1-miranda/kernel/drivers/video
Reinicie o sistema e pronto.
Para testar usei o Kopete pois foi (na minha opinião) o que tem melhor suporte para webcam, seguido do Skype.






É isso ai. :)
Acredito que essa dica sirva para as demais distribuições Linux.


28.6.08

Melhorando a aparência das fontes TrueType no Linux

*Atualizado em 01/11/2013

Ao atualizar meu sistema a um tempo atrás percebi que as fontes ficaram estranhas, não entendi ate então porque era a mesma fonte que sempre usei há anos. Como tinha que culpar alguém culpei logo a distro mas depois descobri que a culpa não era dela e sim de uma falta no componente de renderização de sub-pixel do FreeType.



clique nas imagens para ampliar

Na realidade esse componente funciona, só é desabilitado por padrão por causa da Apple que alega violação de patente (pra variar) mas a solução é fácil e rápida, vamos lá:

Vamos baixar os fontes da ultima versão do freetype (atualmente é a 2.5.0.1). Após descompacta-lo, vamos editar o arquivo ftoption.h que se encontra no diretório freetype-2.5.0.1/include/freetype/config e alterar as seguintes linhas:


 /* #define FT_CONFIG_OPTION_SUBPIXEL_RENDERING */

 /* #define TT_CONFIG_OPTION_SUBPIXEL_HINTING */

/* #define TT_CONFIG_OPTION_UNPATENTED_HINTING */



Vamos apenas apagar o /* que antecede o #, salve o arquivo.
Agora vamos compilar o freetype normalmente com o tradicional ./configure depois o make e depois (como root) o checkinstall para criarmos um pacote RPM do freetype.

Após esse procedimento, vamos atualizar o freetype original pelo novo pacote gerado:

rpm -Uvh freetype-2.5.0.1.i386.rpm


Caso mostre alguma dependência basta inserir o --nodeps após o nome do pacote.

rpm -Uvh freetype-2.3.6-1.i386.rpm --nodeps
Reinicie o X (Ctrl+Alt+Backspace) e veja a diferença nas fontes.



Uso esse procedimento no openSUSE desde o 10.2 e vem funcionando perfeitamente até agora, não testei em outras distros porém acredito que a dica sirva para todas.

Criando pacotes RPM com o checkinstall

Se você usa distro baseada em pacotes RPM's e gosta de ter seus pacotes organizados eis a solução: Checkinstall.
Eu particularmente acho desorganizado instalar algum programa a partir dos fontes, prefiro ter binários próprios da distro.
O uso e a sua instalação é simples, instale o checkinstall mais recente, e ao compilar algum fonte inicie o procedimento normal com os tradicionais ./configure , make e invés de usar o make install use o checkinstall -R no lugar.

A opção -R é usada para distros baseadas em RPM, o -D para distros baseadas em DEB e -S cria pacotes para o Slackware.




© Marcio Miranda
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

16.5.08

Compilando e atualizando o kernel no OpenSUSE


Obs: todos os passos serão feito como administrador (root) e no ambiente KDE.

Abra um console (terminal modo gráfico) onde será feito todo o processo e entre no diretório padrão onde serão descarregados os fontes.

cd /usr/src


Caso caso já tenha feito uma compilação anteriormente ou se no processo de instalação tenha instalado o pacote kernel-source, será necessário remover o link simbólico dos fontes.


rm /usr/src/linux
Agora vamos fazer o download dos fontes do novo kernel, usei o gerenciador de download wget por ser em modo texto, pois é o que precisamos no momento. Para baixar a versão mais recente do kernel acesse http://kernel.org e copie o link da versão mais recente (copiando o link da letra "F"), depois digite wget seguido do link copiado:

wget http://www.kernel.org/pub/linux/kernel/v2.6/linux-2.6.23.12.tar.bz2

OBS: Na época desse tutorial a versão 2.6.23.12 era a mais recente.


Feito o download agora vamos descompactar os fontes no diretório atual:

tar -xjf linux-2.6.23.12.tar.bz2

Agora criar o link simbólico para os fontes:
ln -s linux-2.6.23.12 linux

Entrando no diretório dos fontes:

cd linux

Para não ocorrer nenhum “kernel panic” na hora do boot do seu novo kernel devido algum erro na compilação,
é interessante copiar as configurações do kernel atual, isso fará com que o seu novo kernel esteja “pré configurado" de modo que só será necessário remover ou adicionar recursos caso queira.
Essas configurações serão salvas no arquivo .config no
/usr/src/linux que é a referência para a compilação do novo kernel.

make mrproper
(limpa todas as configurações de uma compilação anterior, caso tenha feito)
cp /boot/config-`uname -r` ./.config (copia as configuração do kernel atual para o arquivo .config)

Obs: o comando uname -r é para descobrir a versão do seu kernel, exemplo:



miranda@linux-home:~> uname -r

2.6.18.2-34-default


No meu caso ficaria assim:

cp /boot/config-2.6.18.2-34-default ./.config


Pronto, agora vamos para a parte que requer mais atenção, será a hora que iremos definir
os módulos que irão compor o novo kernel. Trará melhorias diversas mas senão tiver cuidado você vai ficar parado num “kernel panic” da vida. ;)
Existe 2 meios para isso modo texto e gráfico. Nesse caso escolhi o gráfico.

make xconfig


OBS: Para compilar em modo gráfico é obrigatório a instalação do pacote qt3-devel. Instale-os para prosseguir.



Antes de qualquer alteração, precisamos alterar a versão local do nosso kernel caso contrario irá conflitar com a versão atual. Na sessão General setup , dê um duplo clique na opção Local version e altere o nome da versão local para -default-1, -seunome, -system, vai da sua criatividade.




Na sessão Processor type and features / Processor family você irá dizer para seu novo kernel qual o processador do seu computador. Isso fará com que seu novo kernel trabalhe de forma otimizada sobre a arquitetura do seu processador, ou no reconhecendo de processadores de 2 núcleos. Caso não saiba use a opção 586/K5/5x86/6x86/6x86MX que serve como padrão.

Ainda nessa sessão na opção High Memory Support podemos dizer para o kernel quanto temos
de memoria em nosso PC, se menos de 1 GB a opção off , de 1 ate 4 GB 4GB ou 64GB se tiver mais de 4 GB de RAM. Com isso o seu kernel irá gerenciar melhor a memória do seu PC.




Na sessão Multimedia devices / Video for Linux tem a opção de habilitar suporte a vários modelos de webcam, placas de captura, Radio, DVB e outros.




Na sessão File system / DOS/FAT/NT Filesystems temos a opção de habilitar suporte a escrita em partições NTFS.



Na sessão Wireless LAN podemos habilitar drivers para dispositivos Wireless. Fez grandes avanços nessa área o novo kernel.
Não vou descrever todas as opções, mas é possível habilitar cartões MMC, drivers para dispositivos da Apple,
FireWire, dispositivos de rede USB, etc.

Depois de ter personalizado seu kernel, salve as alterações (Ctrl+S) que serão escritas no arquivo .config
. Agora vamos criar o pacote RPM do nosso kernel, a velocidade desse procedimento depende do poder de processamento do seu PC.

make rpm
Acabado esse processo, foi criado um pacote do novo kernel em /usr/src/packages/RPMS/i386/ entre nesse diretório e instale como de costume.
rpm -ivh kernel-2.6.23.12moranga-1.i386.rpm

Próximo passo é criar o ramdisk para o novo kernel, e linkar o novo kernel ao boot:


mkinitrd
Agora vamos configurar o boot do sistema para podermos reiniciar com o novo kernel. Abra o Yast e escolha a opção Sistema / Carregador de boot /Adicionar / Kernel section.
O Nome da Seção fica ao seu critério, para as opções Kernel image e Initial Ram disk use a opção pesquisar para procurar os arquivo de imagem e ramdisk referentes ao seu novo kernel. Ambos estão no /boot. No Root device e no Vga Mode procure usar as mesmas configurações da seção do kernel que esta ainda ativo, veja meu exemplo:




Salve todas alterações, reinicie o PC, e no GRUB escolha iniciar pelo seu novo kernel.
Se na inicialização ocorreu tudo bem, basta digitar em um console o comando uname -r para ver o resultado.

Algumas imagens estão com versões diferentes do kernel (2.6.23.9 e 2.6.23.12) mas o resultado será o mesmo só mudará a versão segundo a escolhida para download.
Para uma melhor funcionamento do sistema, é aconselhável remover a versão anterior do kernel.

15.5.08

Milhares de Páginas Web (com Windows IIS) Atacadas

Milhares de sites (onde estão incluídos os sites das Nações Unidas e do Governo Inglês) foram atacadas através da falha de segurança presente no Microsoft Windows. Os crackers exploraram a falha de segurança que está presente nos servidores com o Microsoft Internet Information Services (IIS). Num alerta divulgado a semana passada a Microsoft comunica que está investigando a falha mas disse que não tinha conhecimento de casos de exploração dessa falha.

A F-Secure revelou que o número de páginas web afetada pela falha de segurança deverá rondar o meio milhão.
Na Quinta-Feira a Panda Security informou que havia alertado a Microsoft sobre a falha nos serviços ISS e que poderia afetar milhares de sites, a Microsoft porém deu pouco importância ao aviso.

Fonte:
SusePT

9.5.08

Compiz Fusion cilindrico com atlantis 2

Cansado da sua desktop 3d ter um aspecto quadrado, cúbico, sem graça?

Os seus problemas acabaram!!! Com o novo Compiz Fusion 0.7.5 (ainda em desenvolvimento), tanto a sua desktop como o seu aquário e peixinhos poderão desfrutar de um aspecto cilíndrico, cheio de glamour e design, provando que o compiz ainda por cima desce redondo.

Vejam o vídeo e babem!





NOTA: A taxa baixa de frames se deve ao fato do capturador não conseguir acompanhar o desempenho.

Fonte:
Padoca Virtual

15.4.08

Gartner vê futuro próspero para o Código Aberto

De acordo com estudo realizado pelo Gartner, em apenas alguns anos praticamente todos os tipos de negócios estarão utilizando Código Aberto, mesmo que os gerentes de TI dessas mesmas empresas estejam ignorando essa movimentação, e prefiram falar apenas de software como serviço (SaaS - Software as a Service). O mesmo estudo informa que até 2012 todas as empresas estarão utilizando código aberto de forma embarcada.

Atualmente, já presenciamos um grande impacto dessa tecnologia baseada em Código Aberto no mercado de sistemas embarcados. Mesmo os que rejeitam o Código Aberto, seja por razões técnicas, legais ou no âmbito dos próprios negócios, vão utilizar essa tecnologia.

De acordo com Mark Taylor, presidente do grupo de promoção do Open Source Consortium, "infelizmente, o Gartner está subestimando o Código Aberto". Ele informa que nos dias de hoje todos estão utilizando o Código Aberto como serviço — e um grande exemplo desses serviços é o próprio Google. Ainda de acordo com Taylor, o Gartner não percebeu que uma licença livre faz mais do que apenas reduzir o custo total de propriedade (TCO – Total Cost of Ownership); ela fornece muitos outros benefícios.

Mesmo sabendo que o custo da licença representa apenas 3% do valor do projeto, algumas empresas continuam baseando suas vendas nesse detalhe, tornando-se limitadas. Porém, quando essa limitação é eliminada, a abrangência do projeto pode se expandir para diversas outras esferas – tudo isso sem custo adicional. Esse fenômeno deve-se ao fato de o Código Aberto fornecer escalabilidade massiva a um custo zero de transação, para qualquer aplicação em que se queira investir.

Fonte: Linux Magazine

12.4.08

Windows está entrando em colapso, alertam analistas do Gartner

Falta de modularidade, burocracia para atualização e licenciamento ruim representarão sérios problemas à MS em médio prazo, diz Gartner.

Classificando a situação de "insustentável" e descrevendo o Windows como "em colapso", dois analistas do Gartner afirmaram nesta quinta-feira que a Microsoft deve fazer mudanças radicais em seu sistema operacional caso prefiram manter a dominação de mercado.

Em uma apresentação em uma conferência organizada pelo Gartner em Las Vegas, os analistas Michael Silver e Neil MacDonald afirmaram que a Microsoft não apenas não respondeu às exigências do mercado como também está "queimada" por quase duas décadas do seu legado de decisões e códigos fechados e vem enfrentando competição séria em todas as frentes que farão o Windows murchar caso a empresa não tome atitudes
Para a Microsoft, seu ecossistema e seus clientes, a situação é insustentável", afirmaram Silver e MacDonald na apresentação, chamada de "O Windows está em colapso: como a próxima jogada ocorrerá".

Entre os problemas da Microsoft, afirmaram, está a mudança rápida na base de códigos do Windows, o que torna virtualmente impossível criar uma nova versão com mudanças substanciais. Isto foi provado com o Vista, afirmaram, quando a Microsoft - frustrada pela falta de progresso durante os cinco anos de desenvolvimento - apertou o botão "reset" e apelou para o código do Windows Server 2003 como a fundação do Vista".

"Esta é grande parte da razão pela qual o Windows Vista é vendido primordialmente como um apanhado de melhorias", diz a dupla. Por outro lado, esta é também uma das razões pelos clientes corporativos adiarem seus planos de adotar o Vista. "A maioria não entende os benefícios do Windows Vista ou não o vê como algo melhor o suficiente que o XP para justificar o custo e sofrimento de uma migração".

Usuários querem um Windows menor que rode em hardware de baixo custo. E, cada vez mais, usuários trabalham com aplicativos sem relações diretas com sistemas operacionais, afirmaram ambos. Enquanto deverá demorar até que a Microsoft construa a próxima versão do Windows, a companhia será ultrapassada por rivais na arena da inovação e no futuro, talvez até nos próximos três anos, haverá problema de competição com aplicações online e pequenos aparelhos.

Fonte:
IDGNow